Érica Lopes, ex-atleta do Flamengo conhecida como “Gazela Negra”, tenta na Justiça ser reconhecida como dependente legal da filha, Érica Simone Resende, para conseguir documentos e condições que permitam o acompanhamento durante a missão nos Estados Unidos. A viagem está marcada para 13 de julho de 2026, e o impasse burocrático envolve a Escola Superior de Guerra, que não reconheceu Érica Lopes como dependente legal, o que impede a concessão do passaporte diplomático. A situação é tratada pelo ge.globo.
A necessidade do acompanhamento ganha peso no contexto de saúde de Érica, que é portadora de diabetes e depende de cuidados constantes. Com o calendário da missão se aproximando, Simone busca uma solução judicial para levar a mãe ao exterior, já que a permanência passa por regras de dependência.
Quem é Érica Lopes
Com quase 90 anos, Érica Lopes é uma das maiores referências do atletismo brasileiro. Medalhista em competições nacionais e internacionais, ela também é lembrada por sua passagem pelo Flamengo.
Agora, a rotina e a estrutura familiar entram no centro da disputa, em contraste com a trajetória esportiva que marcou sua história.
A missão de Érica Simone e o entrave na dependência
Érica Simone Resende, filha de Érica Lopes, é concursada da Escola Superior de Guerra. Ela foi convidada para integrar o corpo docente do Colégio Interamericano de Defesa em Washington, em uma missão com duração de um ano.
Até fevereiro de 2026, Simone buscou soluções internas para levar a mãe aos Estados Unidos. O ponto que travou o processo foi a decisão da ESG de não reconhecer Érica Lopes como dependente legal, o que inviabiliza os encaminhamentos ligados ao passaporte diplomático.
Curatela, visto e a conta do auxílio
A filha tenta resolver o reconhecimento da dependência legal na Justiça, com a curatela protetiva como parte do caminho. Paralelamente, a agenda inclui uma entrevista com o Consulado Americano para solicitação de visto de turismo (B2) para Érica Lopes.
No debate sobre a dependência, aparece também o custo estimado do auxílio familiar mensal que a ESG precisaria arcar, aproximadamente R$ 3,2 mil (640 dólares).
Falas de Érica Simone e Érica Lopes
Érica Simone Resende resumiu a indignação com o tratamento recebido no processo: “Minha mãe foi atleta, foi técnica de atletismo para os militares na Escola de Educação Física do Exército. Ela está sendo tratada como uma inconveniência burocrática.”
Érica Lopes também relacionou a própria trajetória com a negativa atual: “O coronel comentou que eu hasteei a bandeira do Brasil em nome do meu país, e agora, no momento em que eu preciso ser cuidada por uma filha, estão me negando.”