É muito pouco ainda - Atlético Mineiro 2 x 0 Flamengo

Apenas cinco chances de gol em 90 minutos entre dois grandes candidatos ao título. Mais um jogo decepcionante de ambos. Ou mais uma constatação. Não é só problema de técnico (estrangeiro ou não). É de técnica. E de um calendário que não ajuda.

O Galo começou com o gogó atleticano empurrando o time do Turco para pressionar e impressionar o mais figadal rival interestadual. Vargas de volta deu peso ao ataque, e Keno alargando o campo pela eswurda . O que faltou ao Flamengo sem Bruno Henrique por péssimo tempo e ainda sem o ótimo reforço que será Everton Cebolinha. Vitinho mais uma vez se esforçou. Mas pra começo de conversa e de clássico foi pouco. Ainda mais com Gabi tão isolado e muitas vezes distante da meta alheia.

Com 10 minutos, o Flamengo teve uma bolha de dois ótimos chutes de Andreas Pereira para duas boas defesas de Everson, em lances de bola parada. O jogo engrenou. Mas os sistemas defensivos foram mais eficientes. Isso também acontece. Méritos dos contestados treinadores. Às vezes mais com emoções do que reais razões.

O Galo cresceu na metade final do primeiro tempo. Quase todos os lances eram bloqueados pelos rivais em lances bem bolados e executados. Até Nacho mais uma vez aparecer muito bem dentro da área rival, livre por mais uma desatenção dos volantes cariocas, e fazer 1 a 0, depois de grande defesa de Diego Alves na cabeçada de Keno, aproveitando cruzamento de Arana depois de paciente e bem feita troca de passes mineiros. Três minuros depois do ótimo Jair (lesionado) ser substituído por Otávio.

O primeiro tempo foi bem jogado. Mas com poucas oportunidades. A rigor, o de Nacho foi o único lance perigoso do supercampeão brasileiro de 2021.

Dorival teve que mudar no intervalo. Arão x Andreas, Marinho x Vitinho. Ganhou no jogo aéreo. Abriu Marinho pela direita. Everton Ribeiro foi rodar o campo. O Flamengo melhorou. O Atlético aquiesceu recuando muito e não explorando tanto o contragolpe. Turco demorou a mexer. Aos 19, Rubens x Keno, Ademir x Vargas. Boas mexidas na teoria, reforçando fisicamente um time que cai muito de produção na segunda etapa.

Mas pouco acontecia. A melhor chance rubro-negra aconteceu apenas aos 32, quando João Gomes escapou e mandou à direita de Everson. Era então a quarta finalização do Flamengo em pouco mais de meia hora. Nenhuma na meta. O Galo só teve uma no segundo tempo. Diego Alves não precisou trabalhar.

Aos 35, Pedro x Gabi, Lázaro x ER. Mudaram os nomes, mas as funções foram mantidas, com características distintas. Porém com o resultado igual: nenhum perigo para a meta atleticana. E o Galo mais aliviado do que satisfeito pelo desempenho até o final de outro jogo que poderia ter sido bem melhor.

Como tinham que ser as campanhas do Atlético e do Flamengo.

(PS: o jogo estava tão amarrado que eu já tinha escrito tudo durante a minha transmissão pela Jovem Pan. Mas então, aos 39, Hulk deu o passe de cabeça para Ademir ampliar. Duas chances reais atleticanas, dois gols. Bastou).

Fonte: TNT Sports