Um sessentão com apetite de garoto e um plano em mente.
A retomada do Flamengo na temporada vem acompanhada do bordão nas redes sociais: "Dorival Júnior tem um plano". E tem mesmo. Um plano que coloca lado a lado um time que carecia de perspectivas para reencontrar o caminho das vitórias, e um treinador sedento por títulos que o coloquem, enfim, na primeira prateleira do futebol brasileiro.
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O sucesso de Dorival neste início de trabalho no Flamengo - mesmo que sejam apenas 12 partidas - vai além de colocar nos eixos um elenco que parecia sem rumo pelas mãos de Paulo Sousa. Visa também consolidar uma carreira que completa 20 anos em 2022 e precisa do peso de troféus para ser mais do que o rótulo de bom montador de equipes.
- Talvez seja isso que eu esteja também buscando com uma equipe como o Flamengo . Tentar atingir esse último momento que muitos profissionais já alcançaram merecidamente, que talvez eu tenha me aproximado em muitos momentos faltando uma confirmação, disse para completar:
- Mas de modo geral fico muito feliz porque tudo que me aconteceu e finalizações por outros profissionais de trabalhos iniciados por mim e minha comissão com alcance de Libertadores, de Brasileiro, de Copa do Brasil... Acho que isso me preenche em todos os aspectos e sentidos. Me sinto preparado para um momento como esse. Conquistamos campeonatos, e não foram poucos, que nos deram uma base e sustentação para vivenciar daqui para frente momentos como esse.
Dorival Júnior em entrevista ao Esporte Espetacular que vai ao ar domingo — Foto: Cahê Mota / ge
Dorival se coloca ao lado do jovem Fernando Diniz e do experiente Felipão no grupo de treinadores que trazem de volta para a mão de brasileiros o reconhecimento pelo bom trabalho em um mercado que colocou uma lupa nos estrangeiros. No meio do caminho entre o tricolor e o pentacampeão do mundo, ele vê este super Flamengo como oportunidade de virada em uma trajetória que sempre o colocou na mira dos grandes clubes, mas muitas vezes com a sensação de ter que se provar.
Desde a estreia na função, em 2002, pela Ferroviária de Araraquara, Dorival dirigiu 20 clubes, passou por nove dos chamados 12 grandes do país e conquistou dez títulos. Com sete estaduais em seis estados diferentes, uma Série B pelo Vasco (2009), uma Copa do Brasil no Santos (2010) e uma Recopa no Inter (2011), sempre foi valorizado pela capacidade de montar equipes organizadas e ofensivas. Definição que o deixa orgulhoso, mas chegou a hora de ser campeão de algo grande.
- Fico muito feliz de ter alcançado os resultados que alcancei com equipes que praticamente ajudamos na formação. A grande maioria dos resultados foram com a formação de elencos. Nesses últimos anos, em 2016 e 2018 foram vice-campeonatos do Brasileiro e da própria Copa do Brasil de 2015, com o Santos em uma equipe que na ocasião não tinha a percepção de toda mídia que poderia chegar. Acho que tudo isso cria a situação de que ainda falte alguma coisa para complementar a carreira.
Com 60 anos, Dorival está em sua terceira passagem pelo Flamengo e segue vivo em três frentes: Libertadores, Copa do Brasil e Brasileirão, competição pela qual visita o Avaí, domingo, às 11h (de Brasília), na Ressacada, no encerramento do primeiro turno. No mesmo dia, vai ao ar a reportagem no Esporte Espetacular, onde detalha o plano que tirou o time rubro-negro da má fase e pode levá-lo à tão esperada glória eterna.
— Foto: Reprodução
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