Um dos principais assuntos de discussão sobre o Flamengo recentemente tem sido a relação entre o elenco e o treinador Jorge Sampaoli. Desde o episódio da agressão do ex-preparador físico do clube ao atacante Pedro até a derrota por 3 a 0 contra o Cuiabá neste final de semana, muito se falou sobre os bastidores do Rubro-Negro.

Djalminha, ex-jogador do clube, não vê o possível desgaste entre os atletas e o argentino como um necessário problema. No Resenha da Rodada , Djalma discutiu com Lugano e relembrou até sua época em LaLiga para falar sobre o atual momento do Flamengo.

O assunto começou com o ex-capitão da seleção uruguaia falando sobre o histórico de Sampaoli e seu desgaste com outros elencos além do Rubro-Negro.

"O histórico do Sampaoli em todos os clubes e seleções que passou é de relaciomento difícil. Dificilmente ele volta aos lugares que passou. Por exemplo no Chile, onde teve o maior sucesso, seu capitão e referência era Arturo Vidal. Vocês viram o que o Vidal falou dele. É como eu falar de Maestro Tábarez. Nunca na vida, me mato antes. Isso mostra, além do histórico na Argentina, no Atlético-MG , no Santos , mostra que é de uma relação díficil", disse Lugano.

"u duvido que a diretoria não sabia isso antes de contratar. Acho que a diretoria desses clubes não querem mexer em algum setor do elenco para ter desgaste e trazem um treinador desse, que tem histórico de confronto, para mexer em coisas que a diretoria não mexe", completou o uruguaio.

Foi, então, que Djalminha discordou do ex-zagueiro e disse que "o profissional está acima do pessoal" nas relações entre jogadores e treinadores, e relembrou sua passagem pelo La Coruña, onde foi campeão espanhol em 1999/2000.

"Essa parte do relacionamento, ok, a gente não está lá dentro para saber. Mas eu não me prendo a isso, só ao profissional. Se ele for um excelente treinador, o time estiver evoluindo, jogando bem, cara, o relacionamento se tiver bom é ótimo para o ambiente, mas se não tiver e o trabalho estiver andando, tudo bem. O problema é o trabalho. Se os jogadores estão de acordo com as ideias de jogo", comentou.

"Eu participei de um grupo que tinha 25 jogadores que não gostavam do treinador e a gente foi campeão espanhol. Ele não enchia o saco da gente no trabalho, não falava nada e assim foi. Acho que, assim, não é um fator determinante. Determinante é ser um bom treinador ou não", finalizou.

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