Na busca por uma vitória para se garantir nas oitavas de final da Conmebol Libertadores , o Flamengo encara o Unión La Calera, nesta terça-feira, às 21h30. Só que a chegada ao Chile não foi nada fácil.
Em entrevista ao ESPN.com.br , o diretor de futebol, Bruno Spindel, trouxe detalhes da ‘saga’ rubro-negra para chegar ao território chileno. Por conta do protocolo sanitário contra a COVID-19, o clube encarou uma viagem de 12 horas. E o dirigente explicou como foi esse protocolo.
“A logística é complicada, os protocolos são rígidos, tomam tempo. De porta a porta, fizemos uma viagem de 12 horas. Para a Argentina também demorou muito, precisamos preencher protocolos sanitários. Tem toda uma logística, uma viagem que deveria demorar 4 horas demorou 12 horas”, afirmou Spindel.
Além das viagens, o Flamengo sofre com o calendário apertado. Disputando o Carioca e a Libertadores atualmente, o time teve a Supercopa pelo caminho em abril e deve sofrer com a Data Fifa, marcada para o início de junho. Segundo Spindel, essa sequência traz preocupação por conta do desempenho e lesões.
“Ainda tem a data Fifa, são mais de 10 rodadas afetadas, Copa do Brasil também é afetada. A gente vai precisar lidar com isso. A gente fica feliz com convocação, é uma chancela ao trabalho do clube, do treinador, dos atletas, mas hoje traz um custo alto de performance, não me parece justo. Em vez de ser premiado pelo trabalho, o calendário acaba punindo de forma severa. Nenhum clube resiste em performance ao perder seis atletas em Data Fifa. É risco de saúde, performance e desempenho”, finalizou.
O Flamengo está com nove com pontos, ao vencer Vélez, La Calera e LDU. Um triunfo diante dos chilenos coloca a equipe na próxima fase da Conmebol Libertadores.