Meia fez sua última partida como jogador do Flamengo neste sábado (12)
O Flamengo perdeu por 2 a 1 para o Avaí neste sábado (12) , no Maracanã, em partida adiantada da última rodada do Campeonato Brasileiro. Campeão da Conmebol Libertadores e da Copa do Brasil o Rubro-Negro aproveitou o duelo para homenagear Diego Alves e Diego Ribas.
Enquanto o goleiro não renovou contrato com o clube carioca, o meio-campista pendurou as chuteiras.
Ao ser substituído aos 10 minutos do 2º tempo para a entrada de Thiago Maia, Ribas surpreendeu. Por baixo do uniforme, o meia levava uma camisa 10 com o nome de Gabi, e a entregou para o atacante .
A partir de 2023, Gabriel Barbosa utilizará a camisa, enquanto que a 9 ficará com Pedro.
Em sua última entrevista como jogador, Diego rasgou elogios a Gabigol e desejou que a nova numeração, que já foi usada por Zico, o inspire ainda mais dentro de campo.
'' Eu fui um privilegiado de viver tudo o que eu vivi aqui com a camisa 10 do Flamengo. Eu sei que isso não ia ser eterno. A camisa 10 inspira muito. O Zico é o grande responsável por isso apesar dele ser modesto. Ele fala: 'Não só eu, mas outros craques usaram a 10'. Sim, é verdade. Mas ela inspira. Que alegria saber que ela inspira o Gabi também '', começou por afirmar:
'' Eu acredito que são ciclos que vão se renovando e vão passando. Enquanto estiver aqui, nessa posição, temos que ser corretos, focar nas pessoas. Portanto, foi o que eu fiz sabendo que chegaria o momento de repassar. Ali foi para simbolizar. 'Cara, agora é a sua vez com a camisa 10 e não precisa provar mais nada para ninguém'. A verdade é essa. O Gabi é um ídolo, está na história desse clube e do futebol. Ele aceita desafios, e vestir a camisa 10 também é um desafio, principalmente a do Flamengo. Foi um gesto de 'Seja feliz, receba a camisa e a minha energia. Tudo o que eu puder te passar'. Que ele sinta o mesmo prazer que eu senti vestindo ela'', disse.
Contratado pelo Flamengo em 2016, Diego empilhou títulos: duas taças do Brasileirão (2019 e 2020), duas Libertadores (2019 e 2022), uma Copa do Brasil (2022) e os Campeonatos Cariocas de 2019, 2020 e 2021. Teve também a Recopa Sul-Americana de 2020, além das Supercopas do Brasil em 2020 e 2021.
Diego se tornou o segundo maior vencedor da história do clube. Com 12 troféus, ele fica atrás apenas dos ídolos Zico e Júnior, ambos com 13 canecos.