Não é só o gol.
É a qualidade dos passes, a facilidade para dar os dribles, a tranquilidade com que encontra espaços às costas dos volantes e laterais.
Não são só as assistências.
É a liderança técnica, a admiração que causa em cada colega de time pela intimidade com que se relaciona com a bola.
De Arrascaeta foi o craque do jogo contra o São Paulo e da campanha do Flamengo na Copa do Brasil. Exceto pelo gol de Lázaro, que refez a chance de virada, como o de Carlos Eduardo contra o Cruzeiro, nas mesmas oitavas-de-final de 2013, a última conquista de Copa do Braisl do rubro-negro, De Arrascaeta foi o homem presente nos momentos dificeis.
Os dois gols do Maracanã contra o Atlético, na virada que colocou a equipe nas quartas-de-final, contra o Athletico Paranaense.
Há quem veja De Arrascaeta como um vagalume, que brilha intensamente e se apaga em alguns momentos. Mas na hora H, o uruguaio sempre está lá.
Já tem duas Copas do Brasil pelo Cruzeiro. Está no caminho de mais uma.