Ex-seleção e ídola do Santos é dona do recorde de gols no Peixe após a Era Pelé

Uma das grandes atletas do futebol feminino e com passagens pela seleção brasileira , Ketlen Wiggers deixa Serginho Chulapa, João Paulo e até Neymar para trás e é a maior artilheira da história do Santos após a Era Pelé.

E um jogador, em especial, a ''ajudou'' desbancar craques do futebol tanto feminino, quanto masculino: o atacante Gabigol , do Flamengo .

Revelada na base das Sereias da Vila, Ketlen passou por diversas equipes da Suécia, Brasil e Estados Unidos até voltar para o Santos, em 2015. Desde então, acumula diversos títulos do Paulistão, Copa do Brasil, Brasileiro e Libertadores.

E foi justamente no Alvinegro Praiano que a atleta conheceu Gabigol. Em entrevista exclusiva ao ESPN.com.br , a artilheira contou detalhes de como construiu uma relação de amizade com Gabi.

''A gente usa o mesmo refeitório então sempre estava junto. Acompanhávamos os jogos deles na base, principalmente Gabigol, Neymar. Eu assistia muito aos jogos deles, estava sempre acompanhando. Na época, principalmente o Gabigol, que eu tinha mais amizade com ele, eu assistia ao jogo dele, a gente conversava sobre o jogo. Ele assistia o meu e também me dava algumas dicas, sabe? De amizade mesmo. Falava: olha, melhor você fazer isso, melhor você fazer aquilo. Então, a gente foi construindo isso junto e foi super legal ter essa amizade com ele, esse companheirismo '', disse.

A parceria com o atacante não era apenas de dicas e trocas de informações. Os dois brincavam de fazer apostas de quem fazia mais gols.

As 30 anos, Ketlen já balançou as redes 174 vezes pelo Santos e tem como meta chegar aos 200 tentos.

''A gente brincava muito disso, sabe? De aposta de artilheiro, de fazer gol. Com ele era mais, né, porque, como eu falei, eu tinha mais amizade com ele. Era sempre quem fazia mais gol, ele na base e eu no profissional. Por enquanto, no Santos, eu que ganhei dele'', brincou a atacante.

Com o passar dos anos, a convivência tanto com Gabigol, quanto com Neymar, com quem também ''esbarrava'' na base santista, diminuiu. Mas a admiração dela por eles só aumenta.

''A gente faz a mesma coisa, trabalha com a mesma coisa que é o futebol então é super legal ter esse convívio com eles. Para gente, acaba sendo normal. Ver eles crescendo e conquistando tudo isso, é incrível para a gente também’', finalizou.