Al-Nassr possui histórico recente com problemas de pagamentos, tanto de salários quanto em negociações com os clubes, incluindo brasileiros

Cristiano Ronaldo está na mira do Al-Nassr . Após deixar o Manchester United , o astro português, de acordo o jornal Marca , tem acordo fechado com o clube saudita até 2025 . Segundo a publicação, o acordo renderia nada menos do que 200 milhões de euros (cerca de R$ 1 bilhão) por ano ao craque entre salários e acordos publicitários.

No entanto, caso acerte, pode encontrar problemas para receber na Arábia Saudita. O Al-Nassr possui um histórico recente de atrasos salariais, além do pagamento de transações, que incluiu jogadores e times brasileiros. E o ESPN.com.br relembra alguns dos casos polêmicos.

'Calote' no Flamengo e em jogadores brasileiros

Em 2014, o Al-Nassr acertou a contratação de Hernane ' Brocador ' , que brilhava com a camisa do Flamengo . Após três anos do negócio, o Rubro-Negro ainda não havia recebido os valores, tendo que recorrer à Fifa.

Em setembro de 2017, após três anos de briga internacional, o Fla finalmente conseguiu que a Fifa punisse o time amarelo. No entanto, somente em maio de 2018 que o clube carioca recebeu o pagamento de 5 milhões de euros, equivalentes a R$ 21,6 milhões.

Em 2018, o ESPN.com.br conversou com alguns atletas brasileiros que passaram pelo Al Nassr e as opiniões foram unânimes: jogar na equipe árabe é uma 'fria' sob a ótica financeira.

Foi o caso, por exemplo, do meia Rafael Bastos , revelado pelo Cruzeiro e com passagens por times como Vitória , Figueirense , Chapecoense e América-MG .

"É um clube gigante, muito importante na Arábia Saudita. Tem uma torcida fantástica e uma estrutura de trabalho boa. Só que tive um problema sério com pagamento lá" , contou o armador, que pendurou as chuteiras em 2020.

Durante o processo de saída do Al-Nassr, aliás, o brasileiro ficou "preso" na Arábia Saudita, já que precisava da liberação do presidente do time para poder deixar o país. Depois de recorrer até à Embaixada do Brasil, ele se livrou na Fifa e saiu.

" Tive um problema sério , porque é lei na Arábia Saudita que quando você tira visto de trabalho e vira residente no país, você precisa da assinatura do presidente do clube para sair, e eles não queriam dar essa assinatura , porque diziam que eu ainda tinha contrato. Isso tudo sendo que a Fifa já tinha me dado ganho de causa dizendo que eu estava livre."

Outro brasileiro que sofreu com a falta de pagamentos no Al-Nassr foi Éverton . O atacante, que passou pelo clube em 2014, exaltou a torcida, mas também destacou a desorganização a equipe de Riade.

" O clube é grande e tem uma torcida enorme e muito calorosa, fanática mesmo. Fica numa cidade muito boa, acredito que uma das melhores do país. Mas também é desorganizado e não cumpre as promessas ", disparou.

'O time é muito esculhambado'

Mesmo após pagar o Flamengo em 2018, o Al-Nassr seguia com a mesma política de atrasos, chegando até a sofrer punições esportivas e ficar de fora da Champions da Ásia.

De acordo com uma fonte com trânsito na equipe, os atrasos chegavam a cinco meses, e diversos jogadores já manifestaram interesse em deixar o clube assim que possível.

" O time é muito esculhambado. É a maior 'roubada' ir jogar lá. É só pesquisar um pouco na internet que você acha tudo! ", salientou.

Em outubro de 2017, a agremiação foi punida pela AFC (Confederação Asiática de Futebol) de disputar a Liga dos Campeões da Ásia, devido aos atrasos salariais e também aos calotes dados em vários clubes espalhados pelo mundo, como o Flamengo. Com isso, foi excluída da mais importante competição do continente, mesmo tendo se classificado por ter terminado a liga nacional da temporada anterior no 3º posto.