Wilson Luiz Seneme, presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, classificou que a decisão da arbitragem em não marcar pênalti foi correta
Um dia após o Corinthians enviar um ofício, reclamando da arbitragem da partida contra o Flamengo, na última quarta-feira (12), na Neo Química Arena, pela final da Copa do Brasil , a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) respondeu o clube.
Os corintianos reclamaram de uma penalidade não marcada nos minutos finais de partida. No lance em questão, após um cruzamento, a bola passou por Yuri Alberto e resvalou no braço de Léo Pereira , que estava logo atrás do atacante do Corinthians. O juiz não marcou pênalti. O VAR chegou a analisar o ocorrido, mas não interferiu e mandou o jogo seguir.
Em documento, do qual o site Globoesporte.com teve acesso, Wilson Luiz Seneme, presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, admitiu que a bola não tocou na barriga do zagueiro rubro-negro, diferentemente do que foi registrado nos áudios do VAR, divulgados pela entidade máxima do futebol brasileiro, na qual Helton Nunes , assistente do VAR na partida, informou a Bráulio da Silva Machado, que a bola bate na barriga do defensor do zagueiro e depois em seu braço .
Seneme, porém, afirma que, antes de tocar no braço de Léo Pereira, a bola bateu em uma parte do corpo do jogador. Desta forma, classificou que a decisão da arbitragem em não marcar pênalti foi correta, por julgar que o braço do zagueiro estava "em posição natural" .
Leia a nota de repúdio do Corinthians na íntegra:
O Sport Club Corinthians Paulista vem a público para reiterar seu repúdio à conduta da equipe de arbitragem no primeiro jogo da final da Copa do Brasil, contra o Flamengo, na noite da última quarta-feira (12) na Neo Química Arena.
Após a divulgação do áudio da análise da cabine do VAR em lance de pênalti a favor do Corinthians, confirmou-se uma sequência de falas e decisões sem qualquer conexão com o que foi visto nas imagens.
Em nenhum momento a bola bate na barriga do defensor do Flamengo - ela bate apenas no braço. A orientação passada pela cabine do VAR foi completamente equivocada e impediu qualquer revisão.
Diante de tamanha disparidade entre o que as imagens apresentaram e o que ocorreu na sequência, o Corinthians entendeu ser necessário defender seus direitos e cobrar providências da Comissão de Arbitragem.
Por isso, enviou à CBF um ofício na tarde desta quinta-feira (13) com a intenção de apontar as graves falhas, exigir profissionais capacitados e cobrar urgência na padronização de critérios.
O documento reitera nosso inconformismo com a conduta da arbitragem e reforça nossa atuação e vigilância constantes, para que o resultado das finais seja definido dentro de campo.
O clube não medirá esforços na defesa de seus legítimos interesses.
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