Bruno Henrique e Gabigol reeditam "fusão" contra o Grêmio e vivem noite de sintonia pelo Flamengo à la 2019

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Na noite em que completou 200 jogos pelo Flamengo , Bruno Henrique foi a campo de forma leve e tranquila. O atacante não escondeu o sorriso a cada jogada pelo lado esquerdo. E poucos minutos foram necessários para perceber um BH sintonizado com Gabigol, sua principal dupla rubro-negra. Não à toa deu a 17ª assistência para o companheiro.

Gabigol e Bruno Henrique, do Flamengo, fazem a fusão contra o Grêmio — Foto: Marcelo Côrtes / Flamengo

Ainda no aquecimento, antes do 2 a 0 contra o Grêmio, em Porto Alegre, foi possível perceber os dois conversando. O diálogo se manteve mesmo com a bola rolando. A todo momento, Gabigol olhava para o canto esquerdo para orientar Bruno Henrique, que fez o mesmo quando achou necessário.

Houve até uma chamada mais dura. Em determinando momento, o camisa 10, gesticulando muito, pediu para o companheiro olhar para a área.

O lance do primeiro gol do jogo, aos 33 minutos do primeiro tempo, quebrou um tabu de 454 dias. Esta foi a primeira assistência de Bruno Henrique a Gabigol desde a lesão que fez o camisa 27 retornar aos gramados após 10 meses. A última assistência para o camisa 10 tinha sido contra a Universidad Católica, no dia 28 de abril de 2022, pela Libertadores. E, na ocasião, foram duas: vitória rubro-negra por 3 a 2.

A jogada lembrou 2019, o ano que fez a dupla ficar marcada na história rubro-negra, justamente por lances como este. Bruno Henrique avançou pela esquerda, encontrou Gabigol livre na área e cruzou de primeira para o companheiro marcar também de primeira. Curiosamente da perna esquerda de BH para a perna direita de Gabigol.

Bruno Henrique e Gabigol comemoram gol do Flamengo — Foto: Marcelo Côrtes / Flamengo

Bruno Henrique correu para comemorar e ficou por alguns segundos sozinho vibrando. Gabigol, que estava do outro lado, atravessou o gramado, fez a sua tradicional comemoração com os três pulinhos e o muque. Na sequência, o camisa 10 foi abraçado por todos os companheiros.

Mas faltava um. Bruno Henrique estava no banco comemorando com Sampaoli quando Gabigol começou a procurá-lo. Ao avistar, saiu em direção. E assim foi feita a fusão, símbolo oficial da dupla há cinco temporadas, em seguida de um abraço apertado.

O gesto foi feito recentemente também contra o Grêmio, quando BH marcou o primeiro gol após a grave lesão. Na ocasião, Gabigol já tinha sido substituído e mesmo assim fizeram questão de comemorar (veja o vídeo abaixo).

Os diálogos entre eles seguiram durante o primeiro tempo. Foi apenas o segundo jogo com a dupla como titular desde que Bruno Henrique retornou aos gramados . Pode ser que seja cedo, mas os primeiros sinais mostram que ainda há muita sintonia.

Logo no início do segundo tempo, um lance curioso. Em um desentendimento entre Gabigol e Kannemann, Bruno Henrique foi defender o companheiro de time, que ao levantar do gramado, fez questão de subir o calção e mostrar a tatuagem da Taça da Libertadores para o adversário.

Gabigol e Bruno Henrique comemoram gol do Flamengo — Foto: João Victor Teixeira

Pouco tempo depois, Bruno Henrique viveu segundos de Gabigol , trazendo à tona a principal característica do camisa 10 que, por muitas vezes, passa despercebida no camisa 27: a provocação. Ainda durante o jogo, BH fez o gesto do número cinco com a mão na direção da torcida do Grêmio, relembrando a semifinal da Libertadores em 2019. Em outro lance, mandou beijos para os torcedores rivais.

A parceria da dupla durou 80 minutos contra o Grêmio e deu indícios que não há tempo de validade para a parceria neste Flamengo . Quis Jorge Sampaoli que Bruno Henrique e Gabigol deixassem o gramado juntos para descansar depois de protagonizarem - talvez - a melhor noite em um ano de uma sintonia que escreve história há cinco temporadas.

Assista: tudo sobre o Flamengo no ge, na Globo e no sportv

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