Rio - Nesta sexta-feira, 8, o vice-presidente de futebol do Flamengo, Marcos Braz, contou detalhes da tentativa frustrada do clube pela contratação de Maycon. O volante pertence ao Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, mas está emprestado ao Corinthians. O dirigente revelou que o Rubro-Negro fez uma oferta em fevereiro, mas os ucranianos recusaram. Ele também ressaltou que o Fla não faz proposta sem que não tenha uma situação bem encaminhada com o empresário ou com o próprio jogador.
"Dia 19 de fevereiro o Flamengo fez uma proposta para o Shakhtar (Donetsk), e a proposta foi recusada. É difícil, para quem nos acompanha aqui há cinco anos e três meses, a gente fazer uma proposta para um clube em que não tenha sido bem encaminhada com o empresário ou com o atleta. Não estou mais na fase de menino, nem de amador. Se a gente fez a proposta para o Shakhtar, é que as coisas andaram bem na outra ponta. O que aconteceu é que o Shakhtar negou a proposta do Flamengo. Esse sim, esse negou", disse Marcos Braz.
"A gente, por razões internas aqui, entendeu que não deveria ou que poderia fazer uma contraproposta. O tempo foi passando, a gente tinha a situação do prazo do dia 7, e o Flamengo não avançou nesta negociação em função também da demora... perdeu muito tempo em relação ao (Léo) Ortiz. A narrativa de São Paulo é editada. Não procede aquela narrativa que estão querendo atribuir pelos setoristas que cobrem o Corinthians", completou.
Maycon comemora gol marcado na vitória do Corinthians por 2 a 0 sobre a Portuguesa - Rodrigo Coca/Corintians
Maycon comemora gol marcado na vitória do Corinthians por 2 a 0 sobre a Portuguesa Rodrigo Coca/Corintians
Na entrevista coletiva, o diretor executivo de futebol, Bruno Spindel, informou que a proposta tinha validade de 48 horas. Posteriormente, Braz pediu mais uma vez a palavra para comentar o caso.
"Como eu vou fazer uma proposta para um time, depois de tanto tempo aqui, em que eu ache que as coisas não tinham sido bem adiantadas. Tem que ser muito menino, muito amador... Se vocês pegarem todas as apresentações, você vai ver um negocinho: 'desde quando falei com o Marcos, desde quando falei com o Bruno (Spindel)'. Sempre dos jogadores que se apresentam aqui... Isso é o que a gente faz".
"A primeira coisa que a gente faz é saber se o jogador quer ou se tem a possibilidade de escolha de vir para cá. Às vezes é uma escolha de vida, não é só a escolha esportiva. O jogador quando está fora ou em São Paulo, tem criança na escola, tem criança adaptada. Então, sempre temos esse cuidado".