Vice-presidente de futebol do Flamengo negou ter relação com torcidas organizadas

Marcos Braz , vice-presidente de futebol do Flamengo , comentou durante participação ao programa Redação Sportv , desta terça-feira (19), sobre os protestos que aconteceram no Ninho do Urubu após a perda do título do Campeonato Carioca para o Fluminense .

Na ocasião, o dirigente foi bastante cobrado por torcedores, que pediram sua saída do clube.

" Em relação aos episódios, tenho certeza que as manifestações saíram do tom. O Flamengo fez a requisição do policiamento, aumentou a segurança, mas acho que interessa que o Paulo tem o apoio total da diretoria. Ele precisa de tempo e será dado esse tempo para ele fazer e botar em prática o pensamento dele no dia a dia. Isso é no mundo inteiro. O futebol é muito imediato quanto aos resultados'', disse.

Nas últimas semanas, a ESPN divulgou que Braz, que além do cargo no clube rubro-negro, é vereador da cidade do Rio de Janeiro, mantém em seu gabinete na câmara municipal ao menos um funcionário ligado diretamente às torcidas. Trata-se de Marcelo José Gomes Gonçalves, fundador, líder e conselheiro vitalício da “Urubuzada”.

Questionado sobre o assunto, o dirigente negou relação com organizadas do clube e reiterou que não há nenhum tipo de conflito de interesses.

‘’Em relação a torcida organizada, eu tenho um assessor que foi fundador de uma torcida organizada. Na minha avaliação, eu não tenho nenhum conflito de interesse em relação a isso . Tanto não tenho, que as torcidas estavam aí na porta. O objetivo não é esse. Parece que é sistêmico, que tenho 20 pessoas lá assim. De fato, eu não vejo um conflito de interesses direto em relação a isso. Até porque não tenho e nem pretendo ter relação com organizadas. Elas estão aí há anos, cada uma com sua história. Eu não tenho esse pensamento com relação a conflito de interesses. Tenho dois funcionários com relação próxima a organizada'', afirmou.