Bandeira critica clássico no Maracanã, e Roger Flores discorda: "É pensar pequeno"

A CBF acatou a recomendação da Polícia Militar e transferiu o clássico entre Flamengo e Vasco pela 31ª rodada do Brasileirão, no dia 28, da Ilha do Urubu para o Maracanã, por medidas de segurança. A decisão não agradou à diretoria do Rubro-Negro, que gostaria de mandar o jogo no estádio da Ilha do Governador. Em entrevista, o presidente Eduardo Bandeira de Mello não poupou críticas à escolha da CBF.

- Nós consideramos lamentável. É um absurdo o Flamengo ser impedido de determinar a localização dos seus jogos. Todos os clubes podem, por que o Flamengo não pode? O Flamengo jogou em São Januário no primeiro turno e havia jogado em São Januário no Campeonato Carioca de 2016. Ano passado, o Botafogo estava administrando o estádio da Ilha e mandou um jogo contra o Flamengo aqui, em condições muito piores do que a Ilha do Urubu está hoje. O Flamengo veio jogar e ninguém reclamou, ninguém proibiu. Agora, na hora de o Flamengo jogar e determinar que o jogo seja no seu campo, nós somos proibidos. Realmente, acho lamentável, um absurdo, é revoltante - disse.

O comentarista Roger Flores não aprovou a reação do presidente do Rubro-Negro e lembrou dos casos de briga no jogo do primeiro turno contra o Vasco, em São Januário. Na ocasião, houve dois torcedores baleados e um morto, em uma das ruas de acesso ao campo, além de confrontos dentro e fora do estádio. Por isso, para o ex-jogador, Bandeira de Mello poderia ter se mostrado "mais preocupado com as vidas".

- Eu acho, presidente, que o senhor perdeu uma grande oportunidade de ser um cara superior, principalmente ao presidente do Vasco. A atitude seria diferente, por tudo que aconteceu em São Januário, todo clima que ficou entre Vasco e Flamengo, eu acho que o senhor deveria estar mais preocupado com as vidas. É lógico que eu sei que a diretoria do Flamengo gostaria de dar uma resposta ao Vasco: "Ah, se a gente foi até São Januário, vocês têm que vir ao nosso estádio aqui". É pensar pequeno. Olha o tamanho do Maracanã. Depois de uma vitória como esta, se ganha no final de semana de novo, dá para botar 70 mil no Maracanã - afirmou no "Troca de Passes", após o Flamengo fazer 4 a 1 no Bahia, na Ilha do Governador.

O comentarista acrescentou que o Maracanã não é um estranho ao Flamengo, que tem o estádio como uma das suas casas.

- Parece picuinha: "Me botou no campo de lá, vou botar nesse campinho aqui também". É pensar pequeno, é não ser superior (...) Eu esperava do presidente do Flamengo, que eu gosto muito, que ele chegasse em uma entrevista e dissesse: "Olha, não tem problema. Por tudo que aconteceu em São Januário, o Flamengo se disponibiliza a aceitar o Maracanã. Porque também é a nossa casa" - disse.

O Flamengo volta a campo no domingo, às 17h (de Brasília), para enfrentar o São Paulo, no Pacaembu. O Rubro-Negro ocupa a sexta posição do Brasileiro, com 46 pontos, na zona de classificação para a fase preliminar da Libertadores.

Fonte: Globo Esporte

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