Rio - Um dos principais jogadores do Flamengo e do futebol brasileiro, Arrascaeta não fechou as portas sobre jogar na Europa. Em entrevista ao canal uruguaio "Punto Penal", o jogador admitiu que ainda tem o sonho de jogar no Velho Continente. Além disso, o meia uruguaio comentou sobre o interesse do Boca Juniors e uma conversa com Marcos Braz sobre o assunto.
"Hoje em dia, pela idade que eu já tenho, é muito difícil uma equipe de grande prestígio na Europa poder investir. Para sair do Flamengo é difícil, a cláusula é alta. Então, ir para uma equipe que talvez não lute por coisas importantes, não me motiva muito. O que sempre decidi é estar com o Flamengo lutando por coisas importantes", disse Arrascaeta.
"Obviamente as portas nunca se fecham, mas é um pouco mais difícil neste momento da minha carreira. Na América do Sul com o Flamengo, estou sempre disputando coisas importantes. Tirando 2023, nós ganhamos em todos os anos. Ganhamos campeonatos de prestígio. Tenho contrato até 2026 e estou bem. Todos os anos participei e ajudei a equipe. Isso me deixa muito feliz", completou.
No último mês de fevereiro, o canal argentino TyC Sports reportou sobre um interesse do Boca Juniors em Arrascaeta. Após saber da notícia, o vice-presidente de futebol do Flamengo, Marcos Braz, disse que o clube argentino teria que vender a Bombonera, estádio da equipe xeneize, para conseguir comprar o meia, o que não repercutiu bem em Buenos Aires. O camisa 14 revelou uma brincadeira do dirigente.
"Quando passei pelo Marcos Braz no vestiário, ele me disse: 'Olha que já está cancelada a minha entrada na Argentina' (risos)", disse o uruguaio, em referência ao fato do Flamengo ter contratado o goleiro Agustín Rossi, sem custos, após uma longa novela para conseguir a liberação com o Boca Juniors, além de Nico De La Cruz, do River Plate.