Área na mira do Fla foi a leilão avaliada em R$ 157 milhões. Grupo comunica acionistas

O Flamengo anunciou na última quarta-feira que tem acordo de opção de compra de terreno na Avenida Brasil, na altura de Manguinhos. A área pertence ao Grupo Peixoto de Castro, companhia fundada em 1929 e que pediu recuperação judicial em 2013 para vender bens e pagar credores.

Em comunicado ("Fatos relevantes") publicado no site da empresa nessa segunda-feira, a GPC Participações S.A. "informa ao mercado e acionistas" que celebrou acordo para vender suas áreas, a "depender da satisfação de algumas condições precedentes estabelecidas nos acordos firmados".

As condições são o objeto de estudo da diretoria do Flamengo, que tem prazo de 120 dias para confirmar a compra. No período, os diversos agentes envolvidos no processo estudam o terreno e série de outras questões, como as ambientais. O largo espaço fica ao lado da Refinaria de Manguinhos e sediava a GPC Química, que produzia resinas termofixas e metanol e foi desativada em 2013 no início da decadência econômica do grupo empresarial.

Em reunião nesta terça-feira com boa parte dos envolvidos na questão, o Flamengo começava a tratar do tema. O Flamengo ainda não comenta o assunto. Até o fechamento desta reportagem o Grupo Peixoto de Castro não retornou os contatos da reportagem do GloboEsporte.com.

O terreno da Avenida Brasil foi colocado a leilão no dia 31 de maio deste ano, com preço avaliado em R$ 157 milhões. Não houve interessados e sequer há previsão de outro leilão. Quem acompanhou o negócio de perto comentou que dificilmente um lance alcançaria valores desta ordem. O Flamengo quer pagar bem menos para adquirir a área para construção do estádio - há estimativas de R$ 80 milhões a R$ 100 milhões pela compra do terreno.

No edital do leilão, estava definido que caso não houvesse comercialização do terreno poderia haver outra rodada para procurar interessados. Ainda de acordo com o edital, se houvesse lance inferior ao estipulado (ou seja, menos que os R$ 157 milhões), a "arrematação ficará condicionada à homologação judicial, após a oitiva dos interessados, que deverá ocorrer dentro do prazo de até 90 (noventa) dias do leilão. Transcorrido o mencionado prazo sem definição quanto a aceitação da proposta, será lícito ao lançador desistir da proposta e levantar o valor depositado em conta judicial."

Fonte: Globo Esporte

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