Rio - Nesta segunda-feira (19), cerca de um mês após o anúncio oficial, o Flamengo apresentou o lateral-esquerdo uruguaio Matías Viña como novo reforço do clube para 2024. O defensor, de 26 anos, ex-Roma (ITA), celebrou o acerto com o Rubro-Negro em entrevista coletiva concedida no Ninho do Urubu e destacou a felicidade logo nos primeiros momentos da negociação entre as partes.
"Desde o primeiro momento que falaram para vir ao Flamengo, já vinha falando antes com Giorgian (de Arrascaeta) e falei que queria vir. Feliz de estar aqui - afirmou Viña, em suas primeiras palavras durante a apresentação, para depois explicar o motivo de trocar a Europa, mesmo sendo titular, pelo Flamengo", iniciou.
Viña, que estava em meio a contrato de empréstimo com o modesto Sassuolo, que briga contra o rebaixamento no Campeonato Italiano, escancarou o desejo de conquistar troféus vestindo a camisa do Flamengo e comparou os cenários das duas ligas.
"Estava jogando lá, mas tem uma coisa que é muito importante. Vim aqui para ganhar, gosto de ganhar, de competir, e nessa equipe (Sassuolo) não tinha como. Essa é a maior motivação. Não jogava muitas competições, só a Serie A, uma vez por semama, a competência que o futebol brasileirao tem é muito acima."
O novo reforço para a lateral esquerda do Flamengo já está regularizado e pode fazer sua estreia nesta terça-feira (20), contra o Boavista. O jogador chegou a ser relacionado para a partida contra o Volta Redonda, pelo Campeonato Carioca, vencida pelo Fla pelo placar de 3 a 0, mas foi retirado da lista por questões burocráticas envolvendo data da rodada - que foi adiada - e inscrição.

Veja outras respostas de Matías Viña:

Encontro com a torcida
"Estou muito ansioso. Quando estava na Roma, tinha muita gente no estádio também, mas no Sassuolo não tinha. A torcida foi uma motivação também. Esse momento fora do Brasil foi uma loucura. Tão longe e tanta gente em um treino. Isso que marca o Flamengo."
Disputa com Ayrton Lucas
"Acho o Ayrton muito bom jogador, via quando estava na Roma e ia para a seleção, assistia aos jogos com o Giorgian também. É um cara forte, que ataca muito. De mim, só tenho que demonstrar no campo, ver o que posso fazer. Não gosto de falar de coisas boas e ruins minhas. Só eu conheço. No jogo, podem ver tudo."
Passagem pela Europa
"Foram dois anos e meio lá (na Itália). Seis meses na Inglaterra, onde tinha mais liberdade. Na Itália, aprendi muito taticamente, todo treino trabalham isso, melhorei muito nesse aspecto. Não trabalham muito isso no Uruguai nem aqui no Brasil o tema tático."
Diferença de gramados
"Acho que o gramado tem que estar apto para jogar, não joguei ainda, não sei como está, sei que companheiros estão brigando por um gramado melhor. Estava na Roma, estádio que se divide com a Lazio, com muitos jogos no mês e gramado muito ruim também. Não é só no Brasil. Na Premier League que joguei e só tem gramado bom."