Dias depois de não assinar o manifesto antirracista enviado pelos clubes da Libra à Conmebol contra a declaração do presidente da entidade, Alejandro Domínguez , o Flamengo fez um post nas redes sociais pelo Dia Internacional contra a Discriminação Racial.
"Hoje, no Dia Internacional contra a Discriminação Racial, o Flamengo reafirma seu compromisso na luta por um mundo mais justo e igualitário. Juntos, podemos construir um futuro onde a igualdade e o respeito prevaleçam"
Nos comentários do post, porém, diversos torcedores lembraram da não assinatura do manifesto e fizeram críticas:
"Assinar o documento nem pensar né?", disse um internauta.
E não assina o repúdio!? Meio contraditório isso, não!?, reclamou uma torcedora.
"Ok, mas a postura de vocês de não querer (assinar) a carta à Conmebol foi lamentável. Por que a CBF que deveria se posicionar pra enviar a carta, pra poder ter um efeito maior, vocês não deveriam ter deixado de assinar. Isso só abre precedentes para os antis falarem água pela Internet", escreveu outro.
A decisão do Flamengo de não assinar o manifesto dos clubes da Libra à Conmebol gerou revolta nas redes sociais, entre rubro-negros e torcedores de outros times. Após o sorteio da fase de grupos da Libertadores, o dirigente foi questionado sobre o que seria o torneio sem os clubes brasileiros e fez a analogia ao personagem Tarzan sem a macaca Chita.
Segundo o Blog do Diogo Dantas informou, o Flamengo entendeu que a manifestação contra o presidente da Conmebol deveria ter sido feita pela CBF. Em nota oficial, o Rubro-negro afirmou o "compromisso no combate estrutural ao racismo no futebol e na sociedade" e destacou que está sendo elaborado uma cláusula antirracismo em seu estatuto.
Depois do sorteio da Libertadores, mas antes da fala polêmica de Alejandro sobre os clubes brasileiros fora da competição, Bap já havia se manifestado e relativizado o discurso do presidente da Conmebol.
— Achei o discurso adequado e ponderado. É sempre importante lembrar que, em que pese o racismo ser algo odioso e que no Brasil é crime, nos outros 10 países da Conmebol não é. Eu entendo o desafio da Conmebol de lidar com 10 governos que não têm a visão que o brasileiro teve. Ele colocou muito bem que é um aspecto cultural. Para nós no Brasil é crime e para eles não — analisou o dirigente rubro-negro.