Além da negociação com o marfinense Didier Drogba e das críticas a Alexandre Pato , o ex-presidente do Corinthians Roberto de Andrade relembrou também a saída de Paolo Guerrero do clube, em 2015, para atuar no Flamengo .
Em entrevista ao comentarista da ESPN Jorge Nicola, o ex-dirigente disse que Guerrero recebeu uma proposta de R$ 46 milhões, entre luvas e salários, para jogar no Flamengo. Andrade também fez críticas ao então presidente rubro-negro, Eduardo Bandeira de Mello, que, na sua visão, não fez uma gestão tão responsável assim.
"Como eu ia assinar uma renovação com o Guerrero, na ordem de R$ 46 milhões, e deixar os outros jogadores. Falei para ele: vá com Deus. Ele foi embora e nós fomos campeões. Deus ajuda quem faz as coisas direito. Não adianta eu quebrar o Corinthians para ter o Guerrero", disse o ex-dirigente, para depois atacar o Flamengo.
"Ele jogou no Flamengo? Eu não vi, não vi. Só que o Flamengo pagou. Essa história que o 'seo' Bandeira fez uma gestão para economizar, asfaltando tudo para essa nova diretoria, é conversa para boi dormir. Tentou montar time para ser campeão três ou quatro vezes, gastou o que não tinha, ficou devendo", afirmou Andrade.
"O que salvou o Flamengo foi vender 300 e tantos milhões de jogador. Hoje todo mundo enaltece a gestão de mão de ferro do Bandeira, que não gastou. Como é que não gastou? Pagou R$ 46 milhões no Guerrero. E estou falando de um jogador só", avaliou.
"Rerpercute todo dia esse assunto na televisão. 'Ah, agora estão dando valor para o Bandeira'. Valor do quê? Quem está na história, o Bandeira ou o Landim? Então tá bom".
Eduardo Bandeira de Mello era presidente do Flamengo quando o clube contratou Guerrero, em fim de contrato com o Corinthians, na metade da temporada 2015. O peruano jogou no clube por pouco mais de três anos, quando se transferiu para o Internacional .
Após a saída de Guerrero, o Corinthians sagrou-se campeão brasileiro em 2015, além de vencer o tricampeonato paulista, entre 2017 e 2019, e também o Brasileirão novamente, em 2017.