Análise: o tamanho do prejuízo e o caminho para o Fla ser campeão

Resultados podem ser analisados sob dois prismas. O da frieza dos números não deixa dúvidas: vencedor do confronto de ida por 2 a 1, o Independiente está mais perto do título. O outro, relacionado ao contexto e abarcador de tudo o que faz o futebol ser fascinante, indica um Flamengo vivo na briga pela Sul-Americana. E que tem caminhos muito claros para reverter a desvantagem em um Maracanã lotado, na quarta-feira.

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A história oferecia poucos motivos para acreditar que o rubro-negro sairia de Avellaneda com uma vitória. Afinal, não à toa foi incorporada ao Rojo a alcunha de Rey de Copas. Dono de sete títulos da Libertadores, o Independiente jamais perdeu uma final de competição internacional em casa (são 12 vitórias e três empates). Além disso, contou com pernas frescas após uma semana de treinos e descanso. Enquanto isso, o Flamengo, que foi à Colômbia buscar a classificação contra o Junior, também precisou mandar força máxima à Bahia para correr atrás de uma vaga na fase de grupos que já deveria ter sido conquistada há tempos.

Mais de 13 mil km depois, era natural que o time de Rueda tivesse dificuldade para igualar a intensidade do rival. Por isso, chamou a atenção quando, nos primeiros minutos, adotou uma postura agressiva na marcação, até abrir o placar com Réver, em altíssimo e colocado cabeceio. Depois, as dificuldades ficaram clarividentes. Pelo lado defendido por Trauco, o Independiente fez a festa. Éverton Ribeiro e Lucas Paquetá foram insuficientes para ajudar o perdido lateral peruano. Levando-se em conta o desequilíbrio entre os dois times em alguns momentos da partida, é possível constatar que, dos males, o menor.

No Maracanã, o Flamengo terá plenas condições de balançar as redes duas vezes a mais que o rival para ficar com o título. É protocolar dizer que os cerca de 60 mil torcedores cumprirão a sua parte na arquibancada. Tão importante quanto os gritos dos rubro-negros será o tempo para deixar o time inteiro. Nesta segunda-feira, o elenco terá sua primeira folga em um mês. Faz diferença. A partir de amanhã, Rueda poderá providenciar os ajustes que julgar necessários e, quando a bola rolar na quarta-feira, terá Diego mais robusto, Juan renovado e, principalmente, Everton nos trinques. Um impedimento aqui outro lá, o atacante ainda se mostra necessário.

Embora mereça elogios pela capacidade de construção, com envolvente troca de passes e triangulações pelos lados, o Independiente não é lá uma fortaleza. Há espaços a serem ocupados entre as duas linhas defensivas e fragilidades no miolo de zaga. Como se trata de um time com DNA claro, é difícil imaginar que abdique de suas características mesmo no Maracanã. Portanto, o Fla terá espaços. Em seu 83º jogo na temporada, parece improvável que o time apresente tudo o que faltou este ano. Mas há ferramentas para, em um último esforço, levar para a Gávea o primeiro título internacional deste milênio.

Fonte: O Globo

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