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Análise: com estrelinha, cara e atitude de campeão, Flamengo que encanta é letal no Castelão

“Vitória com estrelinha de campeão”. A definição de Jorge Jesus vai além do resultado conquistado pelo Flamengo em Fortaleza. Ajuda a entender também a casca competitiva formada por trás de um time que acostumou-se a dar espetáculo, mas já entendeu que, acima de tudo, o importante é cumprir sua missão. No Castelão, foi assim.

O Flamengo que construiu o 2 a 1 de virada na noite de quarta-feira teve pouquíssimas características do time envolvente e impositivo que o torcedor aprendeu a admirar. Os 72% de posse de bola impressionam e maquiam uma atuação carente de criatividade. Mas, aí, os jogadores fizeram valer o clichê de que: “Se não vai na técnica, vai na raça”.

Gabigol voltou a balançar as redes e ser decisivo — Foto: LC MOREIRA/ESTADÃO CONTEÚDO

Gabigol voltou a balançar as redes e ser decisivo — Foto: LC MOREIRA/ESTADÃO CONTEÚDO

Com cinco desfalques pesados diretamente na construção de jogadas (Rafinha, Filipe Luís, Arrascaeta, Éverton Ribeiro e Bruno Henrique), o Rubro-Negro teve em Vitinho praticamente a única esperança de coelhos na cartola. Não à toa, levantou 15 bolas na área e ainda teve outros 11 escanteios. O placar foi conquistado na base do abafa. E não há demérito nisso.

As vitórias sobre Cruzeiro e Athletico-PR já tinham saído também de maneira menos impositiva e mais cirúrgica. Na capital cearense, o resultado se tornou ainda mais “com estrelinha” de campeão pela forma até certo ponta inesperada com que veio.

Fortaleza x Flamengo

  • Posse de bola: 28% x 72%
  • Finalizações: 6 x 9
  • Chances reais de gol: 4 x 7
  • Bolas levantadas: 3 x 15
  • Escanteios: 4 x 11
  • Faltas cometidas: 6 x 13
  • Passes errados: 10 x 19

Flamengo e Fortaleza fizeram um jogo desagradável de se ver no primeiro tempo. Truncado, com faltas táticas (a maioria dos cariocas) e perde e ganha no meio de campo, poucas foram as chances claras. Somente nos minutos finais, e justamente do Rubro-Negro através dos pés de Vitinho. E o segundo tempo seguia o mesmo ritmo.

No momento do gol de pênalti de Bruno Melo, aos 15 do segundo tempo, poucos eram os indícios de que o Flamengo conseguiria uma virada. A bola circulava, mas não assustava o gol de Felipe Alves. O time de Jorge Jesus teve o mérito de não desistir.

Fosse como fosse, se mandou ao ataque e empurrou o Fortaleza para dentro de sua área. O empate com Gabigol já parecia de bom tamanho para os 15 mil torcedores no Castelão. E aí, entra em cena outra característica do time de Jesus: não se dá por satisfeito.

O Flamengo que encanta e amassa conquistou a virada com um gol em cobrança de lateral. Ensaiada, como o próprio Ceará, rival do Fortaleza, sofreu na mesma baliza. Não foi na técnica, foi na raça. Mas foi.

E o Flamengo mostrou que para ser campeão não basta ser o melhor tecnicamente, é preciso ter “estrelinha”. E esse time tem.

Fonte: Globo Esporte

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