A negociação envolvendo o Flamengo e a família de Rykelmo não avançou como previsto e a tendência é que seja resolvida nos tribunais. Insatisfeita com o desenrolar das negociações, a advogada Gislaine Nunes promete tomar medidas contra o clube e o presidente Rodolfo Landim.
Há 10 dias, Flamengo e familiares confiavam num acordo breve para que o ex-voltante, morto aos 16 anos no incêndio de 8 de fevereiro, fosse o segundo a ter a situação definida - Athila Paixão foi o primeiro. Uma reunião realizada há uma semana, na quinta-feira, dia 21, travou as conversas.
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Flamengo e advogados discordaram dos termos apresentados e chegaram a se reunir novamente no dia seguinte em vão. Gislaine Nunes reprovou a postura do clube e encerrou as negociações:
- Não teve acordo, não chegamos a um bom termo, e vou entrar com ação, vou entrar com o processo. E não serei boazinha, não.
Gislaine Nunes revelou que entrará com um pedido de intervenção no Ministério Público para o desenrolar da negociação, além de ações judiciais nas áreas cível e criminal. Além do clube, o presidente Rodolfo Landim será alvo por ser o responsável pela entidade.
O vice-presidente jurídico do Flamengo, Rodrigo Dunshee de Abranches falou em nome do clube:
- A negociação de fato aconteceu e o Flamengo não pode privilegiar uma família em detrimento de outras. Existe uma pequena margem de manobra, mas não podemos tratar uma família de uma forma e outra de uma maneira muito melhor. O Flamengo chegou a uma posição que entende ser muito justa. A margem de manobra existe, mas as famílias não são obrigadas a aceitar e têm o direito de ir para esfera judicial. O Flamengo fez o melhor que poderia ser feito e não pode beneficiar uma família em detrimento de outras. Vamos tratar com isonomia as famílias.
Enquanto não há acerto, o Flamengo paga às familiares ajuda de custo de R$ 5 mil por mês.
Além de Athila, que tem a situação definida, e Rykelmo, o Flamengo tem negociação em andamento com advogado que representa Bernardo Pisetta e Vítor Izaias. Samuel é representado pela defensoria pública e Pablo Henrique, Arthur, Gedson, Christian e Jorge Eduardo por advogados. Estes cinco últimos ainda não abriram conversas com o clube.