A maior final rubro-negra do continente

O Flamengo está melhor e mais encorpado e consistente do que chegou ano passado para a final no Uruguai. Sofreu além da conta com a derrota que encerrou a de Renato, mesmo com crédito. Pode e deve usar o que deu errado no Centenário para chegar ainda mais esperto e atento para o jogo único. Com eventual prorrogação e pênaltis contra Felipão que dispensa apresentação em Libertadores. Mesmo com atuações recentes bem dispensáveis de um Athletico que tem falhado até em bolas paradas defensivas - que não são usuais pela excelência e história felipônica.

O Flamengo é mais favorito em 2022 do que já era em 2021. Mas a data única deixa o Furacão ainda vivo. Como também não era favorito em La Plata contra o Estudiantes. Como não era contra o Palmeiras no Allianz Parque. Ambas em jogos polêmicos. Mas com classificações conquistadas no final com o puro sumo de Scolari e os aromas desses ventos que o Furacão tem soprado desde a virada do século. De fora para dentro de todos os campos e campeões.

Não tem nada definido na maior final rubro-negra na América e no Brasil. Mas tem favorito: o clube que desde 2019 disputou três finais. Mantém ainda no elenco quase todo aquele timaço. E reforçado com caras novas, boas e caras.

O artilheiro athleticano Terans custou metade do zagueiro reserva Fabrício Bruno. Se é o elenco mais caro em 98 anos de clube, não se compara aos investimentos do Flamengo desde 2016. E não só o Athletico.

Futebol não é Banco Imobiliário. A planilha de gastos não supera a prancheta do treinador. Mas explica. E facilita o ótimo trabalho de Dorival. Outro que chegou no meio de temporada como Felipão neste futebol ensandecido. Onde a palavra “planejamento” é mais fake do que toda falsidade das news que nos assolam e assaltam em eleições.

Fonte: TNT Sports